Faça o login para acessar os cursos!

Não possui conta? Crie sua conta agora!

Crie sua conta gratuitamente!

Já fez inscrição? Entre na sua conta!

Cursos Grátis

Lean Seis Sigma

Cursos Grátis

Carreira & Liderança

Excelência Operacional

ISO

Lean

Lean Seis Sigma

Projetos

Qualidade

Visualização de dados

WCM - O que é? Como aplicar? Como implantar na empresa?
World Class Manufacturing

09 de maio de 2017

Última atualização: 25 de janeiro de 2023

WCM - O que é? Como aplicar? Como implantar na empresa?

WCM - World Class Manufacturing é uma metodologia de melhoria de processos, incluída no contexto do Lean - a produção enxuta. Ela foi desenvolvida pela Fiat e por seus parceiros, bem como professores de grandes universidades do mundo, como a Universidade de Kyoto, no Japão, em 2005.

O que é WCM?


O WCM, em essência, é um programa de excelência operacional que rapidamente foi estendido a todas as companhias do grupo Fiat: Maserati, Lancia, Alfa Romeo, Case (máquinas agrícolas), New Holland (tratores), Iveco (caminhões), etc. Atualmente, o WCM é utilizado nos mais diversos setores, sendo que 12 grandes companhias transportadoras do mundo reportam o uso desta metodologia, bem como empresas tão diversas como Royal Mail (correios), Unilever e Barilla.



Clique para conhecer nosso curso de WCM EaD

No que consiste um programa WCM?


Um programa WCM é baseado em 10 pilares técnicos e 10 pilares gerenciais.

Os 10 pilares técnicos são:

  1. Segurança ocupacional;

  2. Distribuição dos custos;

  3. Foco em melhoria;

  4. Manutenção autônoma e organização do espaço de trabalho;

  5. Manutenção do quadro de profissionais da empresa;

  6. Controle de qualidade;

  7. Serviço logístico e de atendimento ao consumidor;

  8. Gerenciamento dos equipamentos;

  9. Desenvolvimento dos profissionais;

  10. Preservação do meio ambiente e economia de energia.


Por sua vez, os 10 pilares gerenciais são:

  1. Comprometimento da gerência;

  2. Definição de objetivos claros;

  3. Criação de um "mapa de rotas" do WCM;

  4. Alocação de pessoal altamente qualificado em áreas que servirão como modelo;

  5. Comprometimento da organização como um todo;

  6. Busca da competência organizacional através da melhoria contínua;

  7. Tempo e recursos financeiros;

  8. Nível de detalhamento;

  9. Nível de expansão;

  10. Motivação dos operadores.


No que consiste o pilar de distribuição de custos?


Este pilar é baseado em uma técnica de 7 passos para identificar cada um dos custos relacionados às perdas e aos desperdícios que ocorrem na fábrica. Assim, a utilização desta técnica e a adoção deste pilar permitem decidir de forma racional quais desperdícios atacar e como distribuir os custos da maneira mais eficiente possível, visando à melhoria do ambiente operacional.

Para que possa ser feito da melhor maneira possível e para que você possa mostrar os resultados da forma mais completa, eliminando o ceticismo com a metodologia e conseguindo o máximo possível de seguidores para ela, é importante que você tenha em sua equipe profissionais de contabilidade e finanças, além de, claro, profissionais da parte operacional da fábrica. Assim, você poderá registrar os ganhos econômicos da forma mais rápida, eficiente e precisa possível, revelando a todos o quão útil é a metodologia.

[caption id="attachment_15134" align="aligncenter" width="700"]Apostila Ferramentas da Qualidade Apostila Ferramentas da Qualidade[/caption]

Qual a importância de se criar uma área modelo?


A criação de uma área modelo na organização, um dos pilares do WCM, é importante porque toda mudança começa por ela, que será utilizada como um "projeto-piloto", um primeiro ambiente no qual os princípios do WCM e da melhoria organizacional serão implementados e mostrados para toda a organização - ou seja, é extremamente importante para o processo de convencimento.

Um exemplo simples de como aplicar: pegue a pior máquina da sua fábrica, aquela que gera produtos com o pior índice de atendimento às condições de especificação. Esta será a primeira máquina na qual será aplicado o pilar da manutenção autônoma e vários dos princípios e técnicas do Lean e da melhoria contínua. À medida que forem surgindo resultados positivos, esta máquina será seu exemplo vivo de como a metodologia é útil e quais as vantagens em aplicá-la.

Você terá realizado um investimento mínimo, já que uma única máquina demanda menos custos que a fábrica inteira e mobiliza menos funcionários. Além disso, sendo a pior máquina, é mais provável que haja desejo dos próprios funcionários em melhorá-la, já que os maus resultados podem impactar suas respectivas carreiras. Por ser uma unidade pequena, é mais fácil para você alocar, por certo período de tempo, seus profissionais mais capacitados, que terão mais facilidade e competência para aplicar a metodologia, garantindo melhores resultados e de forma mais rápida.

A partir da área ou da unidade modelo, você terá uma lista de aprendizados obtidos e documentados, bem como um conjunto de melhores práticas a ser propagadas por toda organização. Afinal, você terá sido capaz de transformar uma fonte de prejuízos e de desconforto para a organização em um modelo a ser seguido pelas outras áreas.

O WCM pode reverter uma situação difícil em uma empresa?


Durante a crise financeira que atingiu o mundo ao fim da primeira década dos anos 2000, a Fiat adquiriu, no ano de 2009, o controle acionário da Chrysler, naquele momento em grave situação financeira, e implementou o programa WCM.

A adoção do programa WCM resultou em uma verdadeira mudança cultural, sendo que as empresas que decidem aderir à Associação WCM, espalhada pelo mundo todo, têm acesso a um benchmark de classe mundial, fornecido pelas outras companhias que participam do programa. Mais de 166 fábricas espalhadas por 16 países participam ativamente do programa, sendo que 30 delas pertencem à Chrysler e outras 45 pertencem ao grupo Fiat.

O resultado foi tão expressivo em termos de melhoria de cenários econômico e operacional, que foi criado um enorme programa sob liderança da alta gerência mundial. O vice-presidente das operações de montagem de veículos e chefe do programa WCM na Chrysler, Mauro Pino, ressalta a importância que o WCM apresenta com relação ao objetivo de alcançar a excelência mundial na atividade de manufatura dos veículos, e resume:

"WCM é como nós fazemos nosso trabalho. Ponto final."



Por fim, é importante destacar que a Chrysler reverteu seu quadro adotando um foco em educação e buscando alvos bastante claros: desperdício zero, zero defeitos, zero quebras e estoque zero. Para isso, a empresa criou até mesmo uma escola, World Class Manufacturing Academy. Surgiu com a função de fornecer treinamento, educação e capacitação a seu quadro de profissionais.

Percebe-se como o WCM é uma metodologia com potencial para reverter dificuldades, mas é necessário ter seriedade e comprometimento, já que, tal como toda a metodologia Lean, envolve a adoção não só de boas práticas, mas de uma nova filosofia bem como uma mudança de visão organizacional. É preciso, portanto, paciência, resiliência e persistência, mas que com certeza serão recompensadas!

Interessou-se pelo tema?


Não deixe de conferir nossos cursos Lean, a Formação Completa em Especialista Lean, nos quais você aprenderá estes e vários outros temas relacionados à produção enxuta. 

[caption id="attachment_15189" align="aligncenter" width="600"]Curso de Lean Manufacturing wcm Curso de Lean Manufacturing[/caption]

O que se entende por um competidor de classe-mundial?


Significa ter sucesso em seu mercado de atuação, independente de quem sejam seus concorrentes. Podem ser maiores, de outros países ou possuir diferentes recursos. Até porque quem é classe-mundial conseguirá surpreender seus concorrentes pela sua qualidade, lead time, flexibilidade, relação custo-benefício, serviço ao cliente e inovação. Ser classe-mundial lhe dará a certeza de que você estará no controle e que seus concorrentes devem ralar para chegar perto do seu sucesso.

Para dominar esta metodologia, sugerimos começar pelo Green Belt e pelo Lean, que foram as bases para criação deste corpo de conhecimento.

E como se tornar uma empresa de classe-mundial?


Por meio do direcionamento dos seus recursos para a melhoria continua. Para alcançar a classe-mundial, a empresa deverá mudar seus processos e conceitos, transformando suas relações entre os fornecedores, compradores, produtores e clientes.  Neste sentido, a automação e os projetos de melhoria são indispensáveis para ganhar “market share”, operar no pico de eficiência e superar as expectativas dos clientes. Mercado crescendo, eficiência no pico e clientes encantados serão as três recompensas básicas para aquelas empresas que chegarem ao WCM.

[caption id="attachment_15315" align="aligncenter" width="600"]White Belt Lean Six Sigma wcm White Belt Lean Six Sigma[/caption]

E como viver em uma cidade Classe Mundial?


Agora, gostaria de falar sobre a qualidade de vida. Afinal, como medimos qualidade de vida? Índice de Desenvolvimento Humano, este é o nome dado ao principal indicador de controle para medirmos a qualidade de vida. Com início em 1991 e última edição em 2010, este índice nos permite analisar a qualidade de uma cidade, por meio da comparação de todos os indicadores de verificação que o compõem. Para este estudo, vou escolher minha cidade natal para a exploração dos dados – Rio Claro/SP.

Como primeiro indicador de verificação, escolho a renda per capta. Em 1991, a renda per capta do município era de R$ 671,06 e hoje, vinte anos depois, é R$ 1.049,16. Crescimento de 56,34% em duas décadas. Só para comparação, o poder de compra de R$ 671,00 em janeiro de 1995 seria o equivalente, em 2010, a R$ 2.751,86, corrigindo pelo IGP-M. No entanto, apesar do aumento na renda da cidade, podemos dizer que a população está mais pobre do que antes, mesmo com os indicadores de extrema pobreza sendo reduzidos.

Como ter um Educação WCM?


E a educação? Como é medida? Por meio de uma análise do % de escolaridade da população. Aqui, não estou falando se a população tem Green Belt ou pós-graduação, mas sim se a população possui a formação básica ou não. Na cidade, a taxa de analfabetismo caiu de 9,4% em 1991 para 4,2% em 2010. Foram 20 anos para a redução desta terrível taxa pela metade, o que não é digno de comemoração. Quando olhamos para o superior completo, a taxa saltou de 8,5% para 16,2%, dobrando em 20 anos, muito devido aos financiamentos e as escolas particulares.

Assim, fica claro que o IDH pode ser o caminho para “Excelência Operacional” da prefeitura, tendo estes indicadores de verificação dentro de seus pilares. Imaginem, portanto, o sucesso de uma gestão em que o prefeito e sua equipe tivessem como objetivo melhorar o IDH do município, por meio de melhorias nos seguintes pilares: Demografia e Saúde, Educação, Renda, Trabalho, Habitação e Vulnerabilidade Social.

Para implantar a excelência no município, a equipe de gestão tem de ser capaz de elaborar vários projetos cujos objetivos sejam alcançar estes indicadores. E, a boa gestão irá propiciar uma grande sinergia entre os projetos, com o aumento na escolaridade sendo atrelado a uma melhor relação entre emprego e renda. Com a saúde sendo conectada a melhores moradias, e ambas reduzindo a vulnerabilidade social.

Um prefeito deve ter como objetivo a Excelência Operacional de sua cidade. Este sonho só será possível por meio de uma excelente malha de projetos de melhoria. Com objetivos, mensurados por indicadores e trabalhados por meio de um método, o sucesso da cidade será fato consumado em menos de 4 anos.

Confira abaixo, em entrevista com especialista, mais vantagens do WCM - uma exclusividade do EaD da FM2S!

Virgilio F. M. dos Santos

Virgilio F. M. dos Santos

Sócio-fundador da FM2S, formado em Engenharia Mecânica pela Unicamp (2006), com mestrado e doutorado na Engenharia de Processos de Fabricação na FEM/UNICAMP (2007 a 2013) e Master Black Belt pela UNICAMP (2011). Foi professor dos cursos de Black Belt, Green Belt e especialização em Gestão e Estratégia de Empresas da UNICAMP, assim como de outras universidades e cursos de pós-graduação. Atuou como gerente de processos e melhoria em empresa de bebidas e foi um dos idealizadores do Desafio Unicamp de Inovação Tecnológica.